performance

http://elebateasasas.wordpress.com/

A chula, uma dança percussiva rígida, uma dança viril, competitiva e espetacular, o pau ao redor do qual se sapateia e o pênis constituindo o aspecto mais notável da masculinidade são os eixos da pesquisa corporal de Ele bate as asas. A performance parte das normas restritivas da masculinidade e das tradições gaúchas em busca de uma experiência de resistência pessoal que também é política.
Esta experiência participa do projeto 20minutos.mov, realizado por  Expressão Produção / Couve-flor / MinC / Funarte.

http://fedordoanimal.wordpress.com/

Pesquisa performática em parceria com Mariana Zimmermann, vai ser também uma oficina na encontrAda – corpo, feminismo e tecnologia: livre!

As dicotomias que estruturam a humilhação feminina estão estreitamente ligadas à divisão entre carne e espírito (Beauvoir). Daí a assepsia ser tão horrendamente misógina, e vice-versa. Dicotomia que também embasa o especismo. A mulher é inferiorizada ao ser associada ao irracional; animais de outras espécies, ao domínio da natureza, como aquele que deve ser subordinado à cultura. O nojo é usado para subjugar mulheres e animais não humanxs.

 

Martina. Foto de Mariana Zimmermann
Martina. Foto de Mariana Zimmermann

Genitálias não são o centro de nossa sexualidade, mas carregam, como signo, o peso do sexo e da sexualidade, do prazer e da sujidade.

As relações com a sujeira passam, porém, por todo o nosso corpo. Por toda a nossa cultura. E são ambos um só. Martina lambe a própria vagina num ato de higiene cíclica (SÉPSIS). Ela come a sujeira. Ela limpa e cura com a baba. Queremos comer nossa imundície.

A assepsia é um mecanismo de exclusão, poder e controle. Vivemos um momento renovado de eugenismo, higienismo, destruição de cortiços. O Dândi levava um lenço perfumado às narinas e costumava desmaiar, o conhecedor do Camp aspira o mau cheiro e se orgulha de ter os nervos fortes (Sontag).

Uma inquietação parte da tentativa de ressignificar ou dessignificar o corpo, tão maçantemente interpretado como imagem sexualizada. Precisamos de nossa inocência e ao mesmo tempo nos livrar dos nojos adquiridos. Cachorras nuas jamais se preocuparam.

Na performance incluímos textos e nossos corpos, pesquisamos materiais de limpeza, a pureza do esterco de vaca (classificado como puro em várias culturas em que ablução é religião) e procedimentos de limpeza que deformam o corpo – usando artifícios, que se derreterão como a sujeira se dilui. Comunidades de vida, não vivemos separadas das bactérias, mas em simbiose; sem elas, morremos.

orlandxemconstantinopla.wordpress.com

Dramaturgia e performance em processo a partir de Orlando: uma biografia(V. Woolf). Grupo de Investigação Cênica Heliogábalus, 2011 (I Congresso Internacional de Saúde Mental: A medicalização da vida – Irati, Ocupações Performáticas no Cafofo Couve-flor, Mostra Cena Breve, Corrente Cultural e intervenções de rua Saloon Satan e Transexualizar o Marechal de Ferro).

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